CAPÍTULO XIII – DESMONTAGEM DA PULSÃO


            Lacan inicia este apontando que, no capítulo anterior nos guiou para uma esquematização topológica para nos mostrar a situação analítica.

            “[…] Essa topologia visa fazê-los conceber onde fica o ponto de disjunção e de conjunção, de união e de fronteira, que só pode ser ocupado pelo desejo do analista.” (p.153)

            Referência que para ir mais longe, fez-se necessário dar todas essas voltas no conceito e na prática, para poder agora colocar o quarto conceito, “[…] que lhes anunciei como essencial à experiência analítica – o da pulsão.” (p.153)

            Diz que devemos seguir Freud para introduzir esse conceito.

            Coloca que o termo Trieb – já era muito usado pela psicologia e pela física, sendo que não é por acaso que Freud o escolheu. Mas, ele deu ao Trieb um emprego muito específico e ele está de tal modo integrado na prática psicanalítica que seu passado ficou oculto, assim como o termo inconsciente, que também recebeu uma designação específica dentro da teoria e prática psicanalítica.

            Apontando para o fato de que a experiência clínica é o que nos faz deparar com o pulsional.

            “[…]De fato encontramos, na experiência, algo que tem caráter de irreprimível mesmo através das repressões – aliás, se aí deve haver repressão é que existe além algo que impulsiona. Não há necessidade de ir muito longe numa análise de adulto, basta ser alguém que pratica com crianças para conhecer esse elemento que constituí o peso clínico de cada um dos casos que temos que manipular e que se chama pulsão.” (p.154)

            Ao prosseguir se pergunta, de que se trata quando se fala de Pulsão?

            Inicia dizendo que a pulsão não é um impulso – “O Trieb não é o Drang”.

            Freud, em 1915, no artigo – Trieb und Triebschicksale – o qual devemos traduzir por – Pulsão e suas Vicissitudes (1), distingue quatro termos usados em conexão com o conceito de Pulsão:

            1º) DRANG – Impulso – fator motor, a soma da força ou a medida da exigência de trabalho que ela representa. (2)

            2º) QUELLE – Fonte – o processo somático que ocorre em um órgão ou em uma parte do corpo e do qual se origina um estímulo representado na vida psíquica pela Pulsão. (3)

            3º) OBJEKT – Objeto – é aquilo em que, ou por meio de que, a Pulsão pode alcançar a sua meta; elemento mais variável; originariamente não está ligado a ela, sendo acrescentado em razão de sua aptidão de propiciar satisfação; não precisa ser externo, pode ser parte do corpo; pode ser substituído por intermináveis outros objetos (deslocamento); um mesmo objeto pode servir a satisfação de várias Pulsões. (4)

            4º) ZIEL – Alvo – é sempre a satisfação que só pode ser obtida quando o estado de estimulação presente na fonte pulsional é suspenso. (5)

            Para tanto, assinala que Freud, diz no começo desse artigo que a Pulsão é um conceito fundamental e que este faz parte de nossos mitos. Sendo o mito uma tentativa de dar uma forma épica àquilo que se opera na estrutura, ou seja, é uma forma de relatar o impossível da estrutura.

            Segue se perguntando o que parecem esses quatro termos concernidos a Pulsão. E aponta que esses podem ser tomados como conectores e que só podem aparecer disjuntos.

            Assim, diz que o termo Impulso – Drang – será “[…]identificado a uma pura e simples tendência a descarga. […] Só que Freud nos faz sobre isso, e de saída, uma observação que vai muito longe. Sem dúvida, aqui também há estimulação, excitação, para empregar o termo de que Freud se serve nesse nível, Reiz (6), excitação. Mas o Reiz de que se trata, concerne à Pulsão, é diferente de qualquer estimulação proveniente do mundo exterior, é um Reiz interno.” (p.156)

            Lacan vai se perguntar a que Freud está se referindo, quando evoca este termo Reiz, referido à Pulsão.

            Esclarece que Freud quis distinguir a excitação interna da excitação externa.

            “[…]Muito bem! – que seja dito que, desde as primeiras linhas, Freud coloca, da maneira mais formal, que não se trata absolutamente, no Trieb, da pressão de uma necessidade, tal como Hunger, a fome, ou Durst, a sede.” (p.156)

            Para nos mostrar, que o que é do Trieb: “[…]Trata-se sempre especificamente do campo freudiano, na forma mais indiferenciada que Freud lhe tenha dado de começo, que é nesse nível – para nos reportarmos ao Esboço (7) que eu designava há pouco – do Ich (8), do Real-ich (9). O Real-ich é concebido como suportado, não pelo organismo inteiro, mas, pelo sistema nervoso. Ele tem um caráter de sujeito planificado, objetivado. Sublinho os caracteres de superfície desse campo, tratando-o topologicamente, e tentando lhes mostrar como torná-lo na forma de uma superfície, responde a todas as necessidades de sua manipulação.” (p.156)

            Isto para marcar que este ponto é essencial, porque podemos ver que o Triebreiz (estímulo pulsional) é aquilo pelo que certos elementos desse campo são investidos pulsionalmente (Triebbesetzt). O que nos leva para a zona de uma energia que Freud denominou Kostant Kraft – uma força constante.

            “[…]A constância do impulso proíbe qualquer assimilação da Pulsão a uma função biológica, a qual tem sempre um ritmo. A primeira coisa que diz Freud da Pulsão é, se posso me exprimir assim, que ela não tem dia nem noite, não tem primavera nem outono, que ela não tem subida nem descida. É uma força constante.” (p.157)

            A seguir vamos nos deparar com a referência que Freud faz a Satisfação (Befriedigund). […] A finalidade (Ziel) de uma Pulsão é sempre satisfação, que só pode ser obtida eliminando-se o estado de estimulação na fonte da Pulsão.” (10)

            Para tanto, Lacan nos faz lembrar, que Freud coloca de começo que há quatro vicissitudes para a Pulsão:

  1. A transformação em seu contrário;
  2. Redirecionamento contra a própria pessoa;
  3. Sublimação;
  4. Recalque.

Podemos compreender essas vicissitudes da Pulsão, como modos de defesa que o sujeito elaborou para se defrontar com as Pulsões.

Ressalta que a terceira vicissitude fundamental da Pulsãoé a Sublimação e, que Freud vai nos dizer em seu artigo sobre a Pulsão que: “[…] a sublimação também é satisfação da pulsão, sendo que ela é Zielgehemmt – inibida quanto ao seu alvo – sendo que ela não o atinge. A sublimação não é menos satisfação da pulsão, e isto sem recalcamento.” (p.157)  

Para nos fazer compreender o que está colocando diz:

“[…]Em outros termos – por enquanto, eu não estou trepando, eu lhes falo, muito bem!,  eu posso ter a mesma satisfação que teria se eu estivesse trepando.” (p.157)

Portanto, afirma que isso quer dizer que – “[…]o uso da função da pulsão não tem para nós outro valor senão o de pôr em questão, o que é da satisfação.” (p.158)

Lacan, aponta aqui, que os psicanalistas sabem que ele apresenta algo essencial; que o que os pacientes são, o que eles vivem, mesmo seus sintomas, dependem da satisfação.

“[…]Eles satisfazem algo que vai sem dúvida ao encontro daquilo com que eles poderiam satisfazer-se, ou talvez melhor, eles dão satisfação a alguma coisa. Eles não se contem com seu estado, mas, estando nesse estado tão pouco contentador, eles se contentam assim mesmo. Toda a questão é justamente saber o que é esse se que está aí contentado.” (p.158)

Esclarece a seguir que isso ao que os pacientes satisfazem é pelas vias do desprazer: “[…]por essa espécie de satisfação, eles se fazem sofrer demais. Até certo ponto é sofrer demais que é a única justificativa de nossa intervenção.” (p.158)

Lacan, a seguir assevera que o alvo, quanto a satisfação – é atingido.  É sempre atingido.

Chama a atenção dos analistas que não se trata de posição ética – “[…]na medida em que sabemos mais do que os outros sobre o que é do normal e do anormal, […] o que temos diante de nós, em análise, é um sistema onde tudo se arranja, e que atinge seu tipo próprio de satisfação.” (p.158)

Porém, aponta que: “[…]se nos referimos a pulsão, é na medida em que é no nível da pulsão que o estado de satisfação deve ser retificado.” (p.158)

Como podemos entender o que Lacan está afirmando aqui: que é no nível da pulsão que o estado de satisfação deve ser retificado?

Para tanto vamos nos voltar para como Lacan articula o conceito de Pulsão. Laznik-Penot (1997) discorre o seguinte. Trieb é um conceito introduzido por Freud em 1905 – Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. É somente em 1915 – As pulsões e suas vicissitudes, que ele dá uma definição desse. Pontua que Lacan nos faz ver, que a pulsão se apresenta em três tempos na formação do sujeito:

Primeiro Tempo – Ativo – indo em direção a um objeto externo;

Segundo Tempo – Reflexivo – tomando como objeto uma parte do corpo próprio;

Terceiro Tempo – Passivo – onde o próprio sujeito se faz ele mesmo o objeto de um outro.

Para Lacan, nesse terceiro tempo é que temos o surgimento do sujeito ($) – “[…]Lacan atribui a este o caráter, de primeiro advir, já que ele insiste em diversas retomadas sobre o fato de que não existe aí, antes deste terceiro tempo, um sujeito da pulsão. Antes do seu enlaçamento a pulsão se manifesta, sob o modo de um sujeito acéfalo.” (11)

Lacan entende a Pulsão como um conceito que articula o significante e o corpo.

Assim, podemos nos aproximar do que Lacan adverte aos psicanalistas, quando nos diz que – “[…]é no nível da pulsão que o estado de satisfação deve ser retificado.” (p.158)

Ao que segue dizendo:

“[…]Essa satisfação é paradoxal. Quando olhamos de perto para ela, apercebemo-nos de que entra em jogo algo de novo – a categoria do impossível. […]O caminho do sujeito – para pronunciar aqui o termo em relação ao qual, só, pode situar-se a satisfação – o caminho do sujeito passa entre duas muralhas do impossível.” (p.158)

Aponta aqui que devemos abordar o impossível com prudência, e que o mesmo, não é o contrário ou oposto do possível, “[…]porque o oposto do possível é seguramente o Real (12), seremos levados a definir o real como o impossível.”. (p.159)

Segue dizendo que o real é o obstáculo ao princípio do prazer. O Real é o choque.

“[…]O Real se distingue, […]por sua separação do campo do princípio do prazer, por sua dessexualização, pelo fato de que sua economia, em seguida, admite algo de novo, que é justamente o impossível.” (p.159)

Pontua que o impossível se apresenta no campo do princípio do prazer, mas jamais é reconhecido, nos lembrando que a função do princípio do prazer é de se satisfazer pela alucinação – como nos havia mostrado no capítulo anterior quando fala do sonho de Aninha – filha de Freud (p.147), assevera que isto é apenas uma ilustração.

“[…]A pulsão apreendendo seu objeto, apreende de algum modo que não é justamente por aí que ela se satisfaz. Pois só se distingue, no começo da dialética da Pulsão, o Not e o Bedürfnis, a necessidade e a exigência pulsional – é justamente porque nenhum objeto de nenhum Not, necessidade, pode satisfazer a pulsão.” (p.159)

Ao que, Lacan vai colocar, que Freud já havia colocado em seu texto: “[…] Para o que é do objeto da pulsão, que bem se saiba que ele não tem, falando propriamente, nenhuma importância. Ele é totalmente indiferente.”. (p.159)

O que leva Lacan, a se perguntar:

“[…]O objeto da pulsão, como é preciso concebê-lo, para que se possa dizer que, na pulsão, qualquer que ela seja, ele é indiferente?” (p.159)

Para responder a essa questão, evoca a pulsão oral como exemplo, para nos dizer que não se trata do alimento, lembrança ou eco deste, sequer do cuidado materno, mas de algo que se encontra na mesma série – o seio. Dizendo que se Freud nos diz que o objeto da pulsão não tem importância é porque, “[…]o seio deve ser revisado por inteiro quanto à sua função de objeto.”. (p.160)

E, esclarece com a seguinte colocação:

“[…]A esse seio, na sua função de objeto, de objeto a causa de desejo (13), tal como eu trago sua noção – devemos dar uma função tal que pudéssemos dizer seu lugar na satisfação da pulsão. A melhor fórmula nos parece ser esta – que a pulsão o contorna. Encontramos sua aplicação a propósito de outros objetos. Contorna, devendo ser tomado aqui com a ambiguidade que lhe dá a língua portuguesa, ao mesmo tempo turn, borda em torno da qual se dá a volta, e trick, volta de escamoteação.” (p.160)

No tópico quatro, volta a questão da fonte e nos faz ver que a fonte são as zonas ditas erógenas do corpo – zonas reduzidas a sua função de borda.

Finaliza colocando que a pulsão se parece com uma montagem:

“[…]A montagem da pulsão é uma montagem que, de saída, se apresenta como não tendo nem pé nem cabeça – no sentido em que se fala de montagem numa colagem surrealista.” (p.161)

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Vicissitude – sucessão de mudanças ou alternâncias, sequência de coisas que se sucedem, variação decorrente de tais mudanças; instabilidade que conduz a imprevisibilidade, eventualidade, acaso, insucesso.
  2. Pulsão e suas Vicissitudes – Vol. XIV – Obras psicológicas completas de Sigmund Freud  – 1996 – Imago – p.148.
  3. Ibi idem – p. 149.
  4. Ibi idem – p. 149.
  5. Ibi idem – p. 148
  6. Reiz é habitualmente traduzido por estímulo ou excitação. Hans (1996) vai dizer que o termo é: […]geralmente utilizado em conexão com sensações corporais, o substantivo Reiz e o verbo reizen se referem a um “estímulo” que por falta de termo melhor, poderia ser descrito como de natureza “irritativa”; trata-se de algo que “espicaça”, “incita”, “provoca” e “aguilhoa”. O termo é utilizado em relação com inúmeros conceitos-chaves psicanalíticos, notadamente “pulsão” (trieb) e “prazer” (lust). In Dicionário Comentado do Alemão de Freud – p.221.
  7. Freud, Sigmund – Esboço de Psicanálise (1938/1940) – Vol. XXIII – Obras Completas – Imago – 1980 – p.157.
  8. Ich – Ego: – Laplanche e Pontalis, no Vocabulário de Psicanálise vão colocar que o Ich é uma […] Instância que Freud, na sua segunda teoria do aparelho psíquico, distingui do id e do superego. Do ponto de vista tópico, o ego está numa relação de dependência tanto para com as reivindicações do id, como para com os imperativos do superego e exigências da realidade. Embora se situe como mediador, encarregado dos interesses da totalidade da pessoa, a sua autonomia é apenas relativa. Do ponto de vista dinâmico, o ego representa eminentemente, no conflito neurótico, o polo defensivo da personalidade; põe em jogo uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável (sinal de angústia). Do ponto de vista econômico, o ego surge como um fator de ligação dos processos psíquicos; mas, nas operações defensivas, as tentativas de ligação da energia pulsional são contaminadas pelas características que especificam o processo primário: assumem um aspecto compulsivo, repetitivo, desreal. A teoria psicanalítica procura explicar a gênese do ego em dois registros relativamente heterogêneos, que vendo nele um aparelho adaptativo, diferenciado a partir do id em contato com a realidade exterior, quer definindo-o como o produto de identificações que levam a formação no seio da pessoa de um objeto de amor investido pelo id. Relativamente à primeira teoria do aparelho psíquico, o ego é mais vasto do que o sistema pré-consciente, consciente, na medida em que suas operações defensivas  são em grande parte inconscientes. De um ponto de vista histórico, o conceito tópico do ego é o resultado de uma noção constantemente presente em Freud desde as origens do seu pensamento.” (p.124/125)
  9. Real-Ich – Lacan à página 166, deste seminário (Ed.1985), vai nos dizer o seguinte a respeito do Real-Ich: “[…]As pulsões, em sua estrutura, na tensão que elas estabelecem, estão ligadas a um fator econômico. Este fator econômico depende das condições nas quais se exerce a função do princípio do prazer um nível que retomaremos, quando chegar o momento, quando chegar o momento, como o termo Real-Ich. Digamos logo que podemos conceber o Real-Ich como o sistema nervoso central, no que ele funciona, não como um sistema de relação, mas como um sistema destinado a garantir uma certa homeostase das tensões internas.”
  10.  In: As pulsões e suas vicissitudes – Freud – Imago (1996) – Obras Completas – Vol. XIV – p.128.
  11.  Dicionário de Psicanálise Freud & Lacan – Ágalma – 1997 – p.216.
  12.  Real: Chemama (1995) nos diz que o Real é aquilo que, para um sujeito é expulso da realidade pela intervenção do simbólico. Lacan diz que o Real só pode ser definido em relação ao Simbólico e ao Imaginário. Definido como o impossível, o Real é aquilo que não pode ser simbolizado totalmente na palavra ou na escrita e, por consequência, não cessa de não se escrever. O Real é aquilo que já estava lá, no entanto, é evidente que ele é precisamente aquilo que escapa a apreensão total do simbólico. E Lacan vai afirmar que “[…]o Real aqui é aquilo que sempre volta ao mesmo lugar – ao lugar onde o sujeito, enquanto cogita […] não o encontra.” Chemama vai finalizar o tópico onde descreve o Real, dizendo que com o discurso psicanalítico, o Real “[…]transforma-se naquilo que existe para um sujeito e que só pode ser referido por ele, por que o simbólico, ao ser inscrito por um sujeito, instala no lugar, ao mesmo tempo o Real. É por isso que o sujeito, ao conferir um enquadramento simbólico à sua percepção da realidade, empurra para fora desse campo um real, que desde logo,  coloca no lugar e que, para ele , está sempre presente. Não pode ter dele uma apreensão direta, pois a dimensão simbólica recobre o Real, enquanto o situa. Ora, o simbólico, deriva de uma necessidade que não cessa de se escrever, em particular, no emprego da escrita formal do lógico. Assim, compreende-se por que Lacan utilizou-se da escrita para tentar situar o Real, com o qual o psicanalista sempre deverá lidar, de maneira eletiva na clínica. Lacan, portanto, definiu, ao lado daquilo que “não cessa de se escrever”, necessidade de uma primeira inscrição simbólica, um real – que não cessa de não se escrever – por ter sido instalado no lugar pelo próprio simbólico: um real subjacente a toda  simbolização. Assim, Lacan se esforça, por uma escrita formal, em situar o Real com o qual a clínica psicanalítica precisa lidar.” (p.184)

 Objeto a causa de desejo: como causa do desejo, é a causa da divisão do sujeito, da forma como é indicada na escrita do fantasma ($<>a) em exclusão interna a seu objeto. (Chemama – 1995 – p.153)


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